3 de set. de 2010

Missão: Alberdi

Depois de duas semanas do início de nossa presença Dehoniana aqui na Paróquia de Alberdi, Paraguai, escrevo para relatar um pouco de nossa vida aqui. Estamos aqui, eu Padre Cezar e também padre Mário Lovato, italiano, 65 anos, que trabalhou na região do Chaco argentino por mais de 20 anos e há alguns anos trabalhava em Buenos Aires, junto aos migrantes paraguaios que lá se encontravam.

Na primeira semana já fomos nos apresentar e conhecer as autoridades municipais, prefeito, juíza, ao delegado, etc. Conhecemos também o Colégio paroquial, do qual o pároco é o diretor. Com um total de 520 alunos, conta com um salão central coberto(uma quadra coberta) ao redor do qual se encontram as 7 salas de aula, cantina, e sala da diretoria-secretaria. A escola conta ainda com uma sala de informática precária com 5 computadores velhos e uma máquina um pouco mais nova. O espaço do salão é usado aos finais de semana para eventos comemorativos familiares e uma ou outra vez para eventos do município, pois é o único espaço coberto da cidade para grandes eventos. Mas evitamos alugar pois nas festas há sempre a possibilidade do consumo de drogas e de estragos na estrutura geral.

A casa Paroquial também não conta com muito conforto, pois geralmente havia só um padre trabalhando aqui. O pároco anterior fez algumas reformas antes de sair(pinturas), mas há muitas coisas para se ajeitar ainda. A cozinha era pouco usada, a maioria dos móveis e utensílios são velhos. Os banheiros são no corredor, distantes do quarto, o que dificulta um pouco a vida de padre Mário, pois ele precisa se levantar à noite e toma banho ao acordar. Para recebermos visitas, falta o mínimo de conforto.

Nosso contrato com a diocese nos garante o salário de 300.000(trezentos mil) Guaranís por mês, cerca de 118 reais, a cada um, mais o salário(um somente) de diretor do colégio, 1.000.000 Guaranís(em torno de 395 reais). Estes salários são pagos pelo colégio e não pela paróquia.

No campo pastoral, algumas pastorais não puderam ser acompanhadas pelos párocos anteriores se enfraqueceram ou deixaram de existir. Isto não se deu por culpa deles, dos párocos anteriores, mas sim do elevado número de comunidades para serem atendidas. As mais distantes estão à mais de 70 km da cidade, por estradas de chão que quando chove ficam intransitáveis.

Há muitas coisas boas aqui, como em todos os lugares: as pessoas que formam este povo, sua cultura a língua Guarani falada pelo povo. Aos domingos o comércio fecha todo, mesmo depois de uma campanha para abrir neste dia. Nem a Lan house abre neste dia. Vamos nos adaptando e aprendendo a viver a cultura deste povo muito sofrido, mas que vive com alegria.


Pe. Cesar Hammes scj

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